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Construção civil: obras há muitas, falta quem as faça

ETICS

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Construção civil: obras há muitas, falta quem as faça

João Tavares, 42 anos, e Edriano da Cruz Silva (34) são duas faces da mesma moeda: a falta de mão-de-obra na construção civil. Os trabalhadores portugueses, como João, são atraídos para o estrangeiro por salários que podem chegar a ser três vezes superiores aos que ganham cá. A forma de colmatar a falta de operários nacionais acaba por ser o recurso a operários sem qualificação, sobretudo migrantes vindos da Ásia, do Brasil ou de África, que redes de angariadores, em muitos casos, exploram pagando salários baixos e sem fazer descontos para Segurança Social, alguns a viver em situações desumanas. Edriano é brasileiro, trabalhava como servente e ganhava 4,50 euros por hora.

As gruas passaram a fazer parte das paisagens urbanas. O setor revitalizou-se, cresceu mais de 3% face ao ano passado, mas depara-se com um problema grave: a falta de 70 mil trabalhadores qualificados.

Edriano veio de Brasília tentar uma vida melhor em Portugal. Chegou há oito meses e escolheu o país porque já cá tinha a sogra, mas também pela segurança, pelos serviços de saúde e educação.

O único trabalho que conseguiu foi como servente - "um trabalho muito duro", que nunca tinha feito antes. Ganhava 4,50 euros por hora, fossem horas regulares ou extraordinárias. O horário habitual sempre foi dez horas diárias, não porque quisesse, mas porque, se recusasse lhe apontavam a porta da rua, diz.

Artigo completo:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/03-ago-2019/interior/construcao-civil-obras-ha-muitas-falta-quem-as-faca--11176659.html


Exatus

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O setor da construção vive hoje o drama da reposição geracional. Os baixos salários e o fato de ser um setor fisicamente exigente contribuem para que não consiga atrair os jovens.
Em funções de gestão de equipas/obras, higiene e segurança, manobradores é já possível encontra algumas mulheres. Quem sabe não estará aqui uma janela de oportunidades para o chamado “sexo fraco”
Esta falta de mão-de-obra qualificada poderá ser a rampa de lançamento para novos métodos construtivos. Necessitamos urgentemente de reduzir a quantidade de operários necessários, a incorporação de soluções de prefabricação pode ser uma aposta.


Mjdias

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Mesmo nos países onde existe ,pré-fabricados , não existe mão de obra . A reflexão é voltar à via profissionalizante , e quem quiser no final segue a via de ensino . Existe inúmeras profissões em vias de extinção.


ETICS

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O problema vem de trás, muito de trás.
Só o simples facto de não de poder trabalhar antes dos 18 anos, pior ainda no ramo da construção civil, mudou tudo.
Seja na área de construção, seja noutra área, começava-se cedo, mais do que não fosse para ganhar os trocos no verão.
Havia contacto com a realidade do trabalho mesmo antes de sabermos bem o que iríamos seguir mais tarde.


Florial

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A questão é que para ganharmos obras não podemos cobrar muito, que a malta não quer pagar.
E a malta nova ganha mais noutros serviços, como a servir à mesa.


Schlüter-Portugal

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Na minha opinião a falta de mão de obra para a construção civil em Portugal é uma tendência que se vai acentuar cada vez mais.

Com a última crise, assistimos a uma emigração em massa de mão de obra, mais ou menos qualificada, do sector da construção, e que são poucos os que estão a regressar.

A formação profissional na construção não me parece, tirando nalgumas poucas artes, que tenha tido muito sucesso.

E para quem anda pelas obras, assistimos a uma população com faixas etárias acima dos 45 anos.

Como tal, a tendência é o aumento salarial, com implicações directas nos orçamentos, e a utilização de sistemas e métodos de construção que sejam mais rápidos  e  limpos.
Orange: the original!


Exatus

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A formação profissional na construção não me parece, tirando nalgumas poucas artes, que tenha tido muito sucesso.


Esta é talvez a nossa maior falha, como muito bem disse, a faixa etária anda quase sempre acima do 45 anos, muitos destes profissionais possuem muito pouca formação.
Só com formação e a adoção de melhores técnicas de gestão de obra poderemos ser competitivos.
Não podemos continuar a ter empreiteiros "da carrinha e da betoneira"


To peira

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Esta é talvez a nossa maior falha, como muito bem disse, a faixa etária anda quase sempre acima do 45 anos, muitos destes profissionais possuem muito pouca formação.
Só com formação e a adoção de melhores técnicas de gestão de obra poderemos ser competitivos.
Não podemos continuar a ter empreiteiros "da carrinha e da betoneira"

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