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Condensações interiores

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Condensações interiores

O ar possui na sua composição uma percentagem de vapor de água e, é essa percentagem, de uma forma simplificada, que define o que habitualmente se chama humidade relativa (%).

Humidade relativa
Relação entre a quantidade de vapor de água que o ar contém, relativamente à quantidade máxima de vapor de água que o ar pode conter.


A quantidade máxima de vapor de água (limite de saturação) que o ar pode conter é limitada, variando na razão direta da temperatura ou seja, a quantidade máxima de vapor de água aumenta ou diminui consoante a temperatura do ar aumenta ou diminui respetivamente.

Vapor de água
O vapor de água no interior dos edifícios pode ter as mais diversas origens, cada um das quais, com maior/menor impacto na quantidade total de vapor de água produzido. Desde os locais mais evidentes, como sejam casas de banho, cozinhas ou lavandarias ou menos evidentes como o metabolismo do ser humano e animais domésticos.

Ponto de condensação (Ponto de orvalho)
Temperatura (°C) a partir de qual existe condensação.
Quando a temperatura de uma superfície estiver abaixo do ponto de condensação existe o fenómeno da condensação.

Podemos retirar do gráfico psicométrico alguns exemplos


Mantendo constante a temperatura


Facilmente poderemos compreender que numa superfície que tenha a sua temperatura de superfície igual ou inferior aos valores de ponto de condensação indicados anteriormente, que existe condensação.

Mantendo constante a humidade relativa

Este exemplo serve perfeitamente para compreender o que acontece em muitas situações de remodelações de edifícios, onde o aumento do conforto interior (temperatura) contribui aumentar o ponto de condensação e assim, aumentar a probabilidade de ocorrerem condensações.

O que fazer?

Baixar a temperatura?
A temperatura interior responsável pelo principal parâmetro que quantifica o conforto térmico, é também responsável pelos custos associados ao aquecimento [1].
[1] Resumimos a análise à estação de aquecimento já que será nesta altura que existem mais situações de condensações interiores.

É importante fazer uma gestão cuidada da temperatura interior pois como visto se esta for muito elevada pode ser responsável pelo surgimento de condensações e, sendo desajustada responsável pelos maiores custos com a climatização.


Ventilação?
Em muitas situações baixar a temperatura não é opção, até porque esta já pode estar no limite do conforto desejado. Resta então baixar a humidade interior, pois como podemos ver no gráfico anterior, para a mesma temperatura, baixando a humidade relativa, iremos baixar a temperatura do ponto de orvalho e assim, diminuir a probabilidade de ocorrerem condensações.


Não existindo equipamentos ou soluções que façam a gestão dos valores de humidade relativa de forma automática, resta o habitual “abrir de janelas”. O objetivo será trocar ar interior (com mais vapor de água) por ar exterior (com menos vapor de água).

Exemplo no interior:

Exemplo no exterior:


Nota importante: também este procedimento (“abrir de janelas”) para diminuir a humidade interior deve ser gerido já que tem consequências nos custos de aquecimento pois será necessário repor a temperatura que baixou como consequência da introdução de ar a uma temperatura menor.

Isolamento térmico?
Em muitas situações as consequências das condensações manifestam-se pela proliferação bacteriológica concentrada na parte ou no todo de paredes exteriores. Este fenómeno acontece porque a temperatura da superfície (parede exterior) está abaixo da temperatura de condensação.


Realizar o isolamento térmico em edifícios existentes é muitas vezes difícil seja quando realizado pelo interior, seja quando realizado pelo exterior.
Isolamento térmico pelo interior: é uma solução flexível e eficiente, contudo dever-se-á ter em conta que vai ocupar espaço no interior e de que em algumas situações (pontes térmicas) é muito complicado resolver o problema com isolamento térmico pelo interior. Tem a vantagem de se poder usar esta solução em apenas um quarto, uma sala, etc.
Isolamento térmico pelo exterior: sendo de igual forma uma solução flexível e eficiente, apresenta condicionantes pelo facto de ser realizado pelo exterior. Sejam derivadas de imposições arquitetónicas, de localização, etc. Existem de igual forma custos a considerar além da solução de isolamento térmico pelo exterior: modificações de peitoris, drenagem de águas, remates com o terreno, etc.

Sistemas de aquecimento?
Sendo uma opção muitas vezes implementada em situações de remodelação de forma a proporcionar mais conforto interior a sua escolha também pode ter na sua proporção, consequências nas condensações interiores. Já vimos que o aumento da temperatura interior, aumenta o ponto de condensação (mantendo a humidade sem variação) no entanto a velocidade do ar provocada pelo sistema de aquecimento também baixa a temperatura das superfícies.

Quantos de nós não usámos já uma simples ventoinha para “arrefecimento”, que não baixando a temperatura do ar, baixa a temperatura da superfície (nossa pele), devido à movimentação do ar.

Nesse sentido, serão de privilegiar, na nossa opinião sistema onde predomine o aquecimento por radiação térmica (aquecimento de pavimento radiante).